Quando falta base

Enxertos ósseos

Osso se perde junto com o dente. Reconstruir essa base é o que transforma um “não dá para fazer implante” em um plano com data.

Dente em fundo escuro, imagem de contexto clínico
Imagem de banco · Andreea Rus / Unsplash

O que é

Quando um dente é perdido, o osso que o sustentava deixa de receber estímulo e começa a reabsorver. Quanto mais tempo passa, menos altura e espessura sobram. Enxerto ósseo é o procedimento que devolve esse volume para que o implante tenha onde se ancorar.

Existem diferentes origens de material. O autógeno é osso do próprio paciente, retirado de outra região da boca. O xenógeno é de origem bovina, processado e amplamente usado há décadas. Os aloplásticos são sintéticos. Muitas vezes se combina mais de um, junto com uma membrana que protege a área enquanto o osso novo se forma.

Na arcada de cima, atrás, existe uma cavidade chamada seio maxilar. Quando o osso abaixo dela fica muito fino, faz-se o levantamento de seio maxilar: a membrana que reveste o seio é cuidadosamente elevada e o espaço abaixo recebe o enxerto. É um procedimento consagrado e feito em consultório, sob anestesia local.

O tempo de maturação do enxerto costuma ser de quatro a nove meses, dependendo da técnica e do volume. Em casos de defeito pequeno, o enxerto pode ser feito no mesmo momento da instalação do implante.

Para quem é

Este tratamento costuma ser indicado quando você

  • Ouviu que não tem osso suficiente para receber implante.

  • Perdeu o dente há muitos anos e a região ficou afundada.

  • Vai extrair um dente e quer preservar o osso desde já.

  • Precisa de implante na região dos molares superiores.

  • Usa dentadura há muito tempo, com reabsorção acentuada do rebordo.

Quem ouviu que não tinha osso suficiente quase sempre ouviu só metade da frase.

Imagem de banco · Katarzyna Zygnerska / Unsplash

Como funciona

Etapa por etapa, sem surpresa no meio do caminho

  1. Tomografia

    Sem ela não há como medir osso. A tomografia mostra altura, espessura e a relação com nervo e seio maxilar.

  2. Escolha da técnica

    Enxerto em bloco, particulado, regeneração óssea guiada ou levantamento de seio — conforme o que falta e onde falta.

  3. Cirurgia

    Anestesia local, em consultório. O material é posicionado e, quando indicado, protegido por membrana.

  4. Maturação

    De quatro a nove meses para o osso novo se organizar. Há retornos de controle no período.

  5. Nova tomografia

    Confirma o ganho obtido antes de programar o implante.

  6. Instalação do implante

    Feita sobre a base reconstruída, seguindo o plano original.

Depois do procedimento

O que fazer para o resultado durar

  • Gelo nas primeiras horas e repouso relativo nas primeiras 48 horas.

  • Nada de assoar o nariz com força após levantamento de seio maxilar.

  • Alimentação fria e macia nos primeiros dias, evitando mastigar do lado operado.

  • Não fumar. No enxerto, o cigarro compromete de forma direta a formação do osso novo.

  • Tomar a medicação prescrita nos horários e comparecer à revisão.

Perguntas frequentes

O que mais perguntam na cadeira

Enxerto dói muito?

O procedimento é indolor sob anestesia. O pós-operatório varia com o tamanho: enxertos pequenos costumam ter recuperação parecida com a de uma extração; levantamentos de seio e blocos maiores dão mais inchaço nos primeiros três dias.

De onde vem o osso?

Pode ser do próprio paciente, de origem bovina processada ou sintético. Todos os materiais usados são regularizados pela Anvisa. A escolha é explicada antes, com as vantagens e limitações de cada um.

Enxerto pode não pegar?

Pode. É um procedimento com alta previsibilidade, mas não com garantia absoluta. Fumo, infecção e trauma na área são os principais fatores de perda. Quando ocorre, muitas vezes é possível refazer.

Dá para fazer o implante no mesmo dia do enxerto?

Em defeitos pequenos, sim, com o enxerto feito ao redor do implante. Em perdas grandes, é preciso reconstruir primeiro e esperar a maturação.

Quanto tempo até eu ter o dente pronto?

Somando maturação do enxerto, osseointegração do implante e confecção da prótese, costuma passar de um ano em casos maiores. O cronograma do seu caso sai na avaliação.

Esta página tem caráter informativo. Indicação, etapas e prazos só podem ser definidos depois de uma avaliação clínica e dos exames de imagem.

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