Casos complexos

Reabilitação oral completa

Quando o problema não é um dente, é a boca inteira. Um plano só, das duas arcadas, resolvendo função, estética e mordida na ordem certa.

Dr. Paulo Melo realizando um procedimento em seu consultório

O que é

Reabilitação oral é o tratamento de quem perdeu muitos dentes, ou de quem tem dentes desgastados, trincados, escurecidos e uma mordida que já não fecha como deveria. Em vez de resolver dente por dente, monta-se um plano único para as duas arcadas.

O ponto de partida é entender a mordida. Quando se perde altura dos dentes posteriores, a mandíbula sobe, o rosto encurta, os dentes da frente passam a receber carga que não é deles e começam a trincar. Refazer só a frente, nesse cenário, é refazer para quebrar de novo.

Por isso o planejamento envolve tomografia, fotografias, modelos e, quando indicado, um ensaio do resultado antes de qualquer desgaste — o chamado enceramento diagnóstico, que pode virar um provisório na sua boca. Você testa a forma, a altura e a estética antes de fechar o definitivo.

Uma reabilitação completa costuma combinar várias especialidades: extrações, implantes, enxerto ósseo, tratamento de gengiva, próteses e ajustes estéticos. O valor de fazer tudo com o mesmo profissional é que a sequência é pensada junto, não remendada.

Para quem é

Este tratamento costuma ser indicado quando você

  • Perdeu muitos dentes e hoje mastiga só de um lado, ou só na frente.

  • Usa dentadura há anos e sente que o rosto mudou.

  • Tem dentes desgastados pelo bruxismo, curtos e amarelados.

  • Já fez tratamentos avulsos que continuam quebrando.

  • Ouviu de outro profissional que o caso era complexo demais.

Tem gente que chega dizendo que já ouviu que não tinha mais jeito. Quase sempre tem — só não tem atalho.

Imagem de banco · Jonathan Borba / Unsplash

Como funciona

Etapa por etapa, sem surpresa no meio do caminho

  1. Consulta longa de avaliação

    Exame clínico completo, fotografias, tomografia e conversa sobre o que te incomoda — que nem sempre é o que parece à primeira vista.

  2. Diagnóstico da mordida

    Análise da oclusão, da altura dos dentes posteriores e da articulação. É o que define a ordem de tudo.

  3. Ensaio do resultado

    Enceramento diagnóstico e, quando indicado, provisórios na boca para você testar forma, altura e estética antes do definitivo.

  4. Fase cirúrgica

    Extrações, enxertos e implantes, na sequência definida no plano. Sempre com provisório para você não ficar sem dente.

  5. Fase protética

    Confecção, prova e instalação das peças definitivas, arcada por arcada, com ajuste fino da mordida.

  6. Acompanhamento

    Retornos mais frequentes no primeiro ano e depois manutenção periódica.

Depois do procedimento

O que fazer para o resultado durar

  • Comparecer aos retornos: reabilitação sem manutenção é reabilitação com prazo curto.

  • Usar a placa de bruxismo se ela fizer parte do plano.

  • Higiene diferente para cada tipo de peça — você sai daqui sabendo qual é a sua.

  • Avisar na hora se algo ficar alto na mordida, em vez de tentar se acostumar.

Perguntas frequentes

O que mais perguntam na cadeira

Quanto tempo dura uma reabilitação completa?

Depende do tamanho do caso. Reabilitações que envolvem enxerto e implantes nas duas arcadas costumam levar de oito meses a um ano e meio. Casos apenas protéticos são bem mais rápidos. O cronograma sai por escrito no plano.

Preciso fazer tudo de uma vez?

Não. O plano pode ser dividido em etapas ao longo do tempo, desde que a ordem clínica seja respeitada. O que não dá é inverter a sequência — por exemplo, fazer a estética da frente antes de resolver a mordida atrás.

Vou ficar sem dente em algum momento?

O planejamento é feito justamente para que isso não aconteça. Provisórios acompanham todas as fases cirúrgicas.

O rosto muda?

Pode mudar, e em geral para melhor. Recuperar a altura perdida dos dentes posteriores costuma devolver o suporte do terço inferior do rosto. Isso é discutido e testado na fase de provisórios.

É mais caro fazer tudo junto?

Não necessariamente. Fazer avulso costuma sair mais caro no total, porque partes precisam ser refeitas quando a mordida é corrigida depois.

Esta página tem caráter informativo. Indicação, etapas e prazos só podem ser definidos depois de uma avaliação clínica e dos exames de imagem.

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